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Quais métodos científicos podem ser a chave para o sucesso de qualquer empresa
Os colaboradores são os responsáveis pelo sucesso ou derrota de uma empresa? Sim, mas isso depende de como são gerenciados. O especialista científico em comportamento humano, Luiz Gaziri explica que 80% da performance das pessoas estão diretamente ligadas ao ambiente em que trabalham, bem como a estratégias comportamentais.
O professor e também autor ainda ressalta a importância das empresas utilizarem métodos validados pela ciência, já que segundo ele “muitos recursos humanos usam um sistema bastante conhecido para avaliar seus funcionários, no entanto poucos entregam o que prometem. Diferente do Big Five, teste fantástico de traços da personalidade”.
Para esclarecer alguns pontos fundamentais, o especialista aponta dez dicas que podem ser a chave para o sucesso dos colaboradores e da empresa.
Segurança financeira: os salários devem ser altos e fixos. Nenhum trabalhador terá uma boa performance se não existir segurança financeira.
Metas moderadas: de acordo com a ciência, o melhor tipo de meta a ser estipulada em ambientes profissionais são as com dificuldade moderadas, pois servem como inspiração. Uma vez que as fáceis demais podem desestimular e as muito difíceis causar frustrações.
Avaliação: cientistas descobriram que as pessoas conseguem atingir o progresso com mais facilidade quando este é apontado para elas, ou seja demonstrar o quanto o funcionário já realizou é mais efetivo do que apontar o quanto falta.
Metas coletivas: estipular objetivos em grupos é importante para evitar o individualismo, bem como a competição. Evidências científicas comprovam que 97% das oportunidades de metas em grupos apresentam melhores resultados.
Relacionamentos: tido como principal medidor de felicidade do ser humano, o relacionamento é um pilar para a motivação. Portanto, em ambientes que os colaboradores precisam competir entre si com comissão ou outras estratégias como rankings, não é possível cultivar amizades e um bom convívio. Há um estudo do cientista da Escola de Wharton, Iwan Barankay, que comprova que a performance de pessoas que estão em um ranking, ou fica estagnada ou piora. Em vendas, por exemplo, o desempenho é 28% menor. Estratégias competitivas não trazem bons resultados.
Motivação: é preciso que as empresas realmente entendam o que motiva as pessoas. Dar à elas autonomia é um importante propulsor. Entre as várias formas de dar autonomia às pessoas estão: flexibilidade de horário, ressaltar suas opiniões e sugestões, deixar com que estipulem suas próprias metas, entre outros.
Competência: também um pilar da motivação, esse sentimento pode ser restaurado com elogios, feedbacks e treinamentos. Quando os funcionários aprendem mais, também dominam mais suas áreas de competência.
Performance: a performance das pessoas depende muito das estratégias adotadas pela empresa. aquelas que favorecem a colaboração, bons relacionamentos e amizades são fundamentais para performances de excelência.
Premiação: pessoas quando atingem seus objetivos precisam ser bonificadas por isso. Mas qual a maneira correta de fazê-lo? Tom Gilovich, da Cornell University descobriu que quando as pessoas ganham uma experiência, seja um jantar, ingresso para um passeio ou cinema, elas ficam muito mais felizes por mais tempo. É uma felicidade que perdura.
Efeito surpresa: é importante desenvolver um sistema de premiação que os profissionais não consigam prever. Premiá-los todo mês ou a cada dois meses deixa as pessoas acostumadas e pouco motivadas, agora quando é surpresa a sensação de bonança está sempre presente.